O Museu Judaico do Rio de Janeiro surgiu, em 1977, da necessidade de a comunidade judaica carioca resgatar e conservar sua história e sua memória. Os casais — Naum e Ester Kosovski, Jorge e Bella Josef e Chaim e Rosa Szwertszarf —, com o apoio de outros ativistas, foram a força motriz por trás da criação do Museu.
"Por meio de objetos, documentos e fotografias, o visitante pode compreender tanto os aspectos religiosos e culturais do judaísmo quanto as trajetórias de imigração, integração e contribuição dos judeus à vida social, econômica e cultural da cidade do Rio de Janeiro."
O Museu instalou-se inicialmente, de forma provisória, na Biblioteca Klepfisz, em Copacabana, transferindo-se posteriormente para o Lar das Crianças Rosa Waisman, na Tijuca, onde permaneceu por três anos. Desde 1986, está em sua sede atual, à Rua México, 90.
A primeira peça do acervo do Museu foi uma menorá (candelabro de sete braços, símbolo do judaísmo), réplica de uma peça italiana do século XVIII, adquirida do artesão Joseph Feldman. Posteriormente, o Museu recebeu um conjunto de 69 hanukiot e outros artefatos rituais judaicos, também produzidos por Joseph Feldman, constituindo a Coleção Feldman, gentilmente doada pelo casal Yvone e Leon Herzog.
A Exposição Permanente
Nossa exposição permanente é dividida em três seções: judaísmo (surgimento do povo, religião, ciclo de vida e festas), formação e evolução da comunidade judaica carioca e suas instituições, e um pequeno núcleo sobre o Holocausto, muito visitado por grupos escolares.
Por meio de objetos, documentos e fotografias, o visitante pode compreender os aspectos religiosos e culturais do judaísmo e as trajetórias de imigração, integração e contribuição dos judeus à vida carioca. Mostras temporárias aprofundam temas específicos e renovam continuamente a programação do Museu.
Atividades e Projetos
O Museu realiza ou apoia atividades e projetos educacionais que aproximam a comunidade da história judaica do Rio de Janeiro:
Realizado desde 2000 junto a todas as escolas judaicas cariocas. Conecta gerações por meio da escrita e da memória.
Desde 2021, com jovens da comunidade Indiana no Morro do Borel. Idealizado por Clarissa Kahane e Heder Braga.
Para alunos de escolas públicas na sede do Museu. Programas educativos adaptados a cada faixa etária.
O Museu também publicou obras de referência como Judeus da Leopoldina (Heliete Vaitsman, 2006) e Comunidades Judaicas nos Subúrbios da Central do Brasil (Ana Antabi e Rachel Niskier Z"L, 2014), além de realizar parcerias com o Laboratório de História Oral e Imagem da UFF no projeto Memórias dos Judeus Fluminenses, com coleta de depoimentos de imigrantes judeus chegados ao Rio na primeira metade do século XX.
Órgãos Diretivos
| Cargo | Nome |
|---|---|
| Presidente e Diretor de Genealogia | Charles Goldenzon |
| Vice-Presidente | Márcio André Koatz Sukman |
| 1º Tesoureiro | Mauro Band |
| 2º Tesoureiro | Israel Blajberg |
| 1ª Secretária | Miriam Halfim |
| 2ª Secretária | Ana Antabi |
| Diretora de Pesquisa | Paula Ribeiro |
| Diretor de Pesquisa | Fabio Koifman |
| Diretor de Patrimônio | Michel Mekler |
| Diretora de Comunicação | Heliete Vaitsman |
Efetivos
Suplentes
* Antigos Presidentes — conteúdo a ser fornecido pelo Museu.